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domingo, 26 de outubro de 2008

Educarede

Saber como utilizar as tecnologias digitais não basta, é preciso se apropriar dos recursos e ferramentas disponíveis no universo da internet e aplicá-los de maneira efetiva em sala de aula. O Programa EducaRede trabalha com três segmentos do Letramento Digital: Pesquisar, Comunicar e publicar na web.


Internet e aprendizagem

Ilustração: Didiu Branco

Com o avanço das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), a informação e o conhecimento estão cada vez mais acessíveis no mundo digital. Computador e Internet estão sendo incorporados ao cotidiano das escolas e trazem desafios para os professores, na medida em que favorecem o desenvolvimento de novas situações pedagógicas e ampliam as oportunidades para o acesso à informação, à participação, à ampliação de redes e para o processo de ensino e de aprendizagem.

Num contexto de cultura das mídias, a dinâmica que se estabelece na sala de aula – ou no laboratório de Informática –, marcada por atividades múltiplas e simultâneas, favorece o diálogo e a troca entre educadores e alunos.

Nesse cenário, permeado de múltiplas linguagens e tecnologias, cabe ao professor selecionar fontes de pesquisa, refletir criticamente sobre as informações encontradas, atribuir-lhes significados, contribuir para que os alunos identifiquem o que é relevante, orientar a publicação de trabalhos e qualificar a comunicação digital entre alunos.

A profusão das fontes de conhecimento e o aumento das oportunidades de comunicação ressaltam a centralidade do educador na proposição de desafios e contrapontos ao aluno. Para isso, contudo, é necessário que o professor entenda a Internet como instrumento cognitivo, sabendo equilibrar seu uso em tarefas nas quais ela realmente faça a diferença.

Ao aluno, coloca-se a oportunidade de assumir uma postura ativa no desenvolvimento das habilidades necessárias para ter acesso às oportunidades que a Internet oferece. Pois, ao mesmo tempo em que fascina por ser uma poderosa ferramenta para o alargamento da ação educativa em novos espaços de aprendizagem, também pode ser utilizada como um meio de comunicação unilateral massificante.

O papel do educador é fundamental para estimular nos alunos uma ampla gama de aprendizagens e também para provê-los da orientação e do apoio necessários para que se tornem aptos a pesquisar, publicar e interagir na Internet com segurança, de forma crítica e autônoma, dentro ou fora da escola – questões que demandam um processo de formação continuada do próprio professor.

Ciberespaço e hipermídia

O mundo que se acessa ao entrar na Internet, chamado de ciberespaço, é formado por uma série de dados que aparecem em forma de textos, sons ou imagens. Pode-se dizer que um de seus grandes diferenciais é o fato de a organização, a manipulação e a troca de informações dependerem da interação do usuário, que pode atuar de maneiras diferenciadas para obter resultados com os recursos disponíveis na Rede. A isso se chama “navegar”.

Navegar é mais do que visitar passivamente um universo predefinido de informações. Ao navegar, o internauta interfere no ciberespaço, reorganizando o fluxo de informações das quais ele é composto. Por isso, de certa forma, ele é um leitor-autor, pois, ao escolher suas ações na Web com seus “cliques”, interfere no modo, no tempo e na ordem com que as informações são apresentadas.

Esse tipo de navegação aberta é possível porque a Internet é composta pela hipermídia, definida por quatro características básicas:

• a mistura de diferentes linguagens, tais como verbais (textos), visuais (fotografias, desenhos, gráficos), sonoras (músicas, efeitos sonoros), audiovisuais (filmes, games, simulações etc.);
• a articulação em hipertextos;
• recursos de apoio à navegação (mapas, roteiros, sistemas de busca);
• e a interação (SANTAELLA, 2004).

Navegar

  • O verbo “navegar” foi incorporado à linguagem da rede Internet porque o primeiro browser popularizado chamava-se Navigator (Navegador). Browser (que significa “folheador”
    - pessoa ou máquina que folheia páginas) é o programa que permite que o usuário utilize a Internet.

Hipermídia

  • Documento que pode conter vários tipos de linguagens (textos verbais, imagens, sons, imagens em movimento) e usa ligações de hipertexto. Hipertexto é um documento digital composto por informações que se cruzam por meio de links, que são elos associativos que conectam as informações entre si. Deste modo, o leitor pode “abrir” ou não outros documentos e na ordem que desejar. É por isso que cada usuário realiza um percurso pessoal ao navegar na Internet, pois cada nó abre a possibilidade horizontal para outros tantos nós, os quais estão em constante construção e reconstrução.

Ciberespaço

  • É o ambiente em que as relações humanas se dão por meio das tecnologias digitais.

Do ponto de vista da educação, a navegação no ciberespaço pode ser compreendida como uma ação de aprendizagem exploratória e criativa, realizada de modo particular e reflexivo. Exploratória porque permite ao aluno clicar livremente, ir e vir, repetir e experimentar caminhos. Criativa e particular porque exige definição de critérios, regras e lógicas que auxiliam na construção do percurso e na obtenção de resultados significativos. Reflexiva, pois, ao definir um método de navegação, o aluno deve analisar e re-adequar suas estratégias e seu raciocínio, ainda que de maneira informal

Muitas possibilidades estão abertas no ciberespaço, como se comunicar por meio de ferramentas de bate-papos e fóruns, participar de grupos e comunidades virtuais, além de tornar-se autor de informações, por meio da criação de páginas e sites, sejam elas com recursos simples de textos ou envolvendo recursos de simulações e bancos de dados, entre outros.

Conhecer as diferentes ferramentas disponíveis no ciberespaço possibilita ao professor usar a Internet de forma consciente e personalizada. Além de seu potencial de pesquisa e de comunicação, a Internet é um importante instrumento cognitivo, que potencializa os processos de ensino e aprendizagem. Para tanto, é necessário que o professor compreenda e saiba usar esse meio, definindo com clareza os objetivos que pretende atingir, planejando como avaliá-los ao longo do processo, de preferência com a participação dos alunos. As considerações a seguir auxiliam nessa tarefa, ao tratar das especificidades da Internet e de sua relação com a educação.

O propósito não é tornar o professor um especialista, mas problematizar os recursos de pesquisa, de publicação e de comunicação da Internet, apoiando-o no uso dessa mídia, especialmente das ferramentas e metodologias disponíveis no EducaRede, de uso livre em qualquer escola. Desta maneira, estamos contribuindo para o Letramento Digital, que, definido como o uso aprimorado da Internet remete à compreensão de sua utilidade como instrumento pedagógico no desenvolvimento de aprendizagens relacionadas à pesquisa (buscar, selecionar e analisar informações), publicação de materiais (postura ativa e autoral) e comunicação digital (trabalho em rede e a distância).




O que é Letramento Digital?


A palavra “letramento” vem se incorporando ao vocabulário da área da Pedagogia para conceituar um processo que vai além da decodificação do sistema alfabético da escrita e incorpora a compreensão dos usos sociais da escrita. Letramento digital, portanto, significa não apenas saber como utilizar as tecnologias digitais, mas entrar em contato com ele de maneira significativa, entendendo seus usos e possibilidades em nossa vida social.

A palavra “letramento”, embora não seja nova, tem aparecido com freqüência nas falas pedagógicas. Será um simples “modismo”?

O Dicionário Houaiss nos apresenta as seguintes definições de letramento: “1) ant. representação da linguagem falada por meio de sinais; escrita 2) PED m.q. ALFABETIZAÇÃO (processo) 3) (déc.1980) PED conjunto de práticas que denotam a capacidade de uso de diferentes tipos de material escrito”.


Observem que a terceira definição vem acrescentar um novo ponto de vista às anteriores: se as primeiras se referem à representação gráfica dos sinais da escrita, a última inclui a idéia de competência de uso da escrita.

Como vemos, letramento não vem substituir alfabetização. Por outro lado, a capacidade de decodificar as letras e suas combinações não garante que o indivíduo seja capaz de utilizar a leitura e a escrita nas suas situações sociais.

Ilustração: Didiu Branco

Vamos ver mais de perto a definição de Magda Soares: “(letramento é) o estado ou condição de quem exerce as práticas sociais de leitura e de escrita, de quem participa de eventos em que a escrita é parte integrante da interação entre pessoas”. Para atingir esse estado ou condição é necessário dominar o código escrito e, ao fazer uso dele, ser capaz de participar das situações sociais que exigem o uso da leitura e da escrita, a partir de suas necessidades pessoais ou da sociedade em que vive. Isto significa um amplo leque de situações do cotidiano das pessoas, que podem ser: escrever uma lista de compras; orientar-se na cidade com ajuda de um mapa; entender a posologia na bula do remédio; escrever um poema; ler o horóscopo ou o resumo da novela; buscar informações sobre a situação econômica; ler artigos científicos ou mandar uma carta para um amigo.

O conceito de letramento, ao ser incorporado à tecnologia digital, significa que, para além do domínio de “como” se utiliza essa tecnologia, é necessário se apropriar do “para quê” utilizar essa tecnologia.

Trocando em miúdos: fazer um curso sobre um software de edição de texto, de imagem, ou planilha eletrônica nos ensina a dominar os códigos dessa linguagem, ou seja, a nos “alfabetizar” nela. Mas apenas se incorporarmos essas habilidades ao nosso cotidiano é que passarão realmente a fazer sentido e já fazemos uso delas quando utilizamos o cartão do banco, por exemplo.

No espaço escolar, contribuir para o letramento digital significa apresentar oportunidades para que toda a comunidade possa utilizar as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação como instrumentos de leitura e escrita que estejam relacionadas às práticas educativas e com as práticas e contextos sociais desses grupos.

Nesse sentido, o Programa EducaRede, focando a utilização da Internet como espaço de aprendizagem significativa, desenvolve suas ações embasado no conceito de letramento digital, focando três grandes eixos complementares, ou grandes aprendizagens, que são: pesquisar na Internet, publicar na Internet e comunicar-se digitalmente. No Portal EducaRede, por exemplo, os conteúdos, ferramentas, propostas e ambientes tornam possível que os participantes exercitem características fundamentais no processo educativo: a curiosidade da Pesquisa, a autoria da Publicação e a troca da Comunicação.

Letramento Digital: Pesquisa

Clique na imagem para assistir ao
trecho sobre Pesquisa da video-aula
"EducaRede Internet na Escola"

Acessar o conhecimento é condição para compreendermos a sociedade em que estamos e condição de cidadania. Os conteúdos culturais, científicos, tecnológicos e históricos presentes nas relações sociais, afetivas e comunicacionais podem ser acessados por qualquer pessoa, na medida em que lhes permitam alguma significação.

"Conhecimento não se reduz a informação. Esta é um primeiro estágio daquele. Conhecer implica em um segundo estágio, o de trabalhar com as informações classificando-as, analisando- as e contextualizando-as... Esse trabalho de selecionar, analisar, contextualizar as informações, discutir suas fontes, suas implicações é tarefa da escola. Assim, na escola os professores vão ajudando os alunos a construírem os conhecimentos, o que envolve avançar para os níveis mais elevados da simples informação e para os níveis mais complexos do decidir. Decidir as finalidades, a direção de sentido que os alunos vão imprimir ao conhecimento de que se apossam, a utilizá-los com sabedoria." (Selma Garrido Pimenta, Projeto pedagógico e identidade da escola – transcrição de palestra proferida em encontro de educadores, Taubaté/SP, 1998).

Internet
A idéia de colocar computadores em comunicação por rede nasceu em 1969, nos Estados Unidos, e integrava laboratórios de pesquisa do Departamento de Defesa norte-americano. Restrita ao ambiente acadêmico e científico, somente em 1987 a Internet teve seu uso comercial liberado nos EUA e a partir de 1992 ela começa a ser utilizada em maior escala em todo o mundo. A Web (World Wide Web ou WWW) é o lado multimídia da rede, que suporta textos, fotos, animações, vídeo e sons. Saiba mais sobre a
História da Internet.

Na Internet, milhares de informações estão disponíveis, mas o que dá sentido a uma informação acessada é a clareza de por que e para que a buscamos. Pesquisar na Internet nos permite exercitar a capacidade de uso de diferentes tipos de material escrito, mas contextualizar, analisar e classificar essas informações é o que nos garante o acesso ao conhecimento. Para isso, é necessária a mediação do professor.


Enciclopédias, dicionários, livros, websites, bancos de imagens, animações, vídeos... São tantas as informações disponíveis na Internet, em variados formatos e fontes, que não é difícil nos perdermos entre as múltiplas janelas abertas do navegador, em uma espécie de labirinto digital.


Os novos modos de acessar e ler textos em enorme quantidade e codificados em diferentes linguagens tornam-se um grande desafio. Como chegar a algum lugar nesse labirinto? Como estabelecer unidade nesse universo de conexões? Como se apropriar de conhecimento nesse mar de informações?


Para que a pesquisa na Internet faça parte do processo de apropriação do conhecimento pelo aluno, evitando-se o famoso “copiar e colar”, é importante adotar uma metodologia focada no desenvolvimento de habilidades para identificar e selecionar informações relevantes. Essas habilidades envolvem diversos recursos cognitivos, tais como o levantamento de hipóteses, a análise, a comparação e a síntese, e pressupõem a leitura de textos não-lineares, como os hipertextos, e a alfabetização nos códigos das linguagens do ambiente hipermídia.

O Portal usa links entre as seções para sugerir novas relações entre elas, abrindo possibilidades de navegação por suas páginas. No entanto, textos extensos e reflexivos são publicados sempre que necessários à compreensão de conceitos específicos. Esses links funcionam como recursos editoriais para dividir trechos dos textos ou criar profundamento, de modo que sua leitura fique confortável. O EducaRede também seleciona e sugere links na Web, fornecendo indicações de qualidade ao internauta, principalmente na seção Educalinks, que se configura como uma porta aberta para a Educação.

Os canais do EducaRede para pesquisa são:

  • Educalinks - um guia de sites úteis para alunos e educadores, divididos por área de interesse;
  • Revista EducaRede - conteúdo jornalístico relacionado a Educação;
  • Serviços - informações para organizar e facilitar o cotidiano da escola: Agenda de Eventos, Guia Cultural e SOS;
  • Biblioteca - oferece resenhas e biografias de obras da literatura e livros-clip;
  • O Assunto É... - textos e propostas de atividades para temas multidisciplinares;
  • Turbine sua Aula - dicas de atividades para todas as disciplinas do Ensino Fundamental e Médio;
  • Internet na Escola - material para facilitar a relação do educador e do educando com o computador e com a Internet.

Desse modo, o leitor acessa conteúdos produzidos por outras pessoas, porém criando a própria rota, um caminho que produzirá sentidos de acordo com a navegação individual. Os links normalmente são planejados de modo a proporcionar ao leitor autonomia na escolha de direções dentro de caminhos inicialmente previstos pelos autores daquele site ou documento. Além de ligarem trechos de um texto ou partes de um mesmo site, eles podem fazer a ponte entre vários sites.


Nos processos de ensino e aprendizagem, do ponto de vista individual, links e hipertextos possibilitam que o aluno tenha a liberdade de caminhar em sua pesquisa de acordo com seu interesse e seu rítmo. Do ponto de vista coletivo, é enriquecedor que o trabalho do grupo seja complementado pelos percursos individuais e diferenciados de cada aluno.


Pesquisa on line: como encontrar o que procuro?

Daniela Seawright

Fonte: The  Sherlock Holmes Museum A pergunta parece retórica, mas quem navega pela Web sabe que obter sucesso em uma busca é tarefa que exige paciência e determinação. Costumamos sentar à frente do computador com um propósito específico, mas geralmente nos perdemos pelo caminho. Somos fisgados por links mais atraentes, flutuamos de página a página e, quando percebemos, já desviamos da missão original.

Isso acontece sobretudo porque os hipertextos (documentos digitais compostos por diferentes blocos de informações interconectadas) permitem uma multiplicidade de percursos de leitura. Diferentemente do livro — em que há uma predominância da leitura linha a linha, da primeira até a última página da obra —,a Web nos permite traçar infinitos caminhos não-lineares. (Pergunte a si próprio agora: como cheguei a este hipertexto do EducaRede?).

Cada edifício é a  representação de um website na cidade Web 3D. Difícil é não se perder nesta cidade. Fonte: Darwinmag

Na própria rede existem outras infinitas redes, não há um começo e nem um fim, mas diversas vias de acesso. Por isso, às vezes, temos a sensação de estarmos mergulhados em blocos de informações costurados em outros blocos. Ficamos meio indecisos diante de tantas encruzilhadas. Várias vezes somos tentados a clicar em chamadas mais atraentes. O caminho se torna naturalmente complexo e tortuoso. Além disso, o ato de navegar, por si só — principalmente para os iniciantes — parece ser mais atraente do que o de interpretar as informações recebidas. Há uma certa dificuldade, neste caso, em escolher quais são os dados mais significativos e quais podem ser abandonados.

O mapa promocional on line da empresa Interoute usa o metrô como uma metáfora da rede de computadores. Clicando no mapa da organização, os usuários podem aprender mais sobre a capacidade da rede. Fonte: Darwinmag

O lado bom do perder-se e achar-se na pesquisa on line é que este processo faz com que fiquemos mais experientes na arte de navegar. Nas primeiras investidas, há muita desorientação: nos perguntamos em qual dos duzentos links devemos clicar primeiro. Nas próximas, os olhos mais treinados já vão separando o joio do trigo.

Treino, paciência, determinação, organização, orientação, direção. É preciso isso e mais para encontrar o que queremos (sem contar um computador legal, uma conexão firme). Então, minha dica desta quinzena é tentarmos viver uma experiência de pesquisa on line mais consciente e dirigida, diante do que foi posto acima. O exercício vale para educadores e estudantes. A idéia central é prestar mais atenção aos "passeios" que fazemos pela Internet e entendermos como é possível potencializar nossas buscas. (Aviso aos iniciantes: na seção "Be-a-bá da Internet", há dicas bem básicas de navegação. Vale a pena se inteirar do assunto).

Encontre seu rumo

* A navegação precisa de bom senso, intuição, direção. Navegar descompromissadamente não adianta, é preciso ler/perceber as informações que aparecem na tela com um propósito determinado. É ainda necessário trabalhar a extensão da informação, a variedade das fontes de acesso e o aprofundamento da sua compreensão. Confrontar as ocorrências de uma pesquisa torna-se mais importante do que acumular uma vasta lista de endereços eletrônicos. Criar um método próprio de pesquisa e de documentação pessoal ajuda bastante. Nunca é demais lembrar: conhecer é integrar a informação ao nosso referencial.

Organize sua pesquisa

No conto dos irmãos Grimm, João e Maria fazem um caminho de pedras para não se perderem. Imagem reproduzida do site Jangada Brasil * Os browsers (programas usados para navegar pela Internet) fazem o papel de João e Maria: jogam pedrinhas por onde você passa. Se estiver perdido na floresta do ciberespaço e quiser rever as próprias pegadas, clique no botão Histórico na barra de ferramentas (ou digite Control e H ao mesmo tempo). A lista do histórico mostra onde você esteve há alguns minutos, no dia de hoje, ontem ou há algumas semanas. Refazer o caminho funciona como uma segunda chance para quem se perdeu tentando encontrar alguma informação. :) Você pode alterar o número de dias durante os quais as páginas são mantidas na lista de histórico. Porém, quanto mais dias você especificar, mais espaço em disco será usado no seu computador para salvar essas informações.

Alice no País das Maravilhas, um espaço dimensional não-linear Fonte: Site interativo Alice in Worldland (http://www.ruthannzaroff.com/wonderland)

* Se o País das Maravilhas fosse um navegador com botões de Voltar, Parar, Pesquisar, Atualizar, Avançar e Página Principal, talvez, quem sabe, Alice tivesse encontrado o rumo de casa mais cedo. Caso queira se perder e viver um realismo mágico, ignore esses atalhos. Do contrário, saiba que pode retornar para a última página que visualizou clicando no botão Voltar na barra de ferramentas. Para visualizar uma das últimas nove páginas que você visitou na sessão (período de tempo em que o browser ficou aberto), clique na seta ao lado do botão Voltar e na página escolhida. O mesmo vale para ir para frente: use o botão Avançar. Para ir diretamente à sua página principal (a que você especificou como Home), não hesite em clicar em Página Principal. Para se certificar de que a página da Web que você está exibindo contém informações atualizadas, pressione F5 ou aperte o botão Atualizar. Para interromper o download de uma página, aperte Parar ou pressione ESC.

* Não há necessidade de você digitar as mesmas informações várias vezes na mesma página. O recurso AutoCompletar do navegador salva as suas entradas anteriores de endereços da Web, formulários e senhas. Dessa forma, quando você digitar as informações em um desses campos, o recurso AutoCompletar irá sugerir as possíveis coincidências.

* Depois que estiver em uma página da Web, você pode localizar uma palavra específica nessa página. Não há mistério: dispense seu instinto de detetive e digite, ao mesmo tempo, Control (Ctrl) e F. Dica: espere a página carregar por completo para efetuar a localização rápida.

* No carro, mantemos um guia de ruas. Em casa, uma lista telefônica. No browser, mais especificamente em Favoritos, devemos guardar pelo menos os endereços dos principais sites de busca. Eles nos ajudarão a encontrar caminhos que nos levem aonde queremos chegar. Conforme navegar e encontrar sites interessantes, adicione-os e organize-os em Favoritos. A ótima notícia: quando você adiciona uma página da Web à sua lista de favoritos, você pode também torná-la disponível para leitura quando não estiver conectado à Internet. Para salvar rapidamente uma página da Web na sua lista de favoritos, pressione Ctrl e D. Se você deseja saber quais ações podem ser executadas em um link da lista de favoritos, clique com o botão direito do mouse no link, no menu Favoritos.






* Imprimir ou salvar a página da Web apresentada no navegador são outras opções para não perder um mísero bite dos dados encontrados. Há ainda como enviar a página ou um link por e-mail ou criar um atalho para o endereço na área de trabalho do computador (área em que fica a lix

29/07/2002

Oficina de Pesquisa na Internet

Reprodução da homepage do
buscador Yahoo

Identificar e selecionar informações disponíveis na Internet é uma das habilidades necessárias para aproveitar o que a rede tem a oferecer. Transformar essas informações em conhecimento faz parte deste processo. Para ajudar educadores no desenvolvimento destas habilidades e como ensiná-las, o EducaRede elaborou uma oficina que pode ser aplicada por quem já sabe pesquisar para ensinar quem quer aprender. Antes de realizá-la, sugerimos a leitura do texto Letramento digital: Pesquisa

Momento Inicial: (1h30)
• Apresentação dos participantes
• Apresentação do Programa EducaRede
• Apresentação dos materiais
• Cadastro dos participantes no Portal
• Análise dos recursos e circunstâncias com o grupo
• Escolha do tema de aprofundamento

Objetivos:
• Refletir sobre o uso da Internet na pesquisa de conteúdos;
• Explorar as possibilidades de pesquisa no portal EducaRede.

Reprodução da homepage do
Google

Estratégia:
• Utilizar formulário de busca para realizar uma “pesquisa orientada” na Internet.

Material necessário:
• Sala de Informática com computadores com acesso à Internet;
• Formulário de busca.

Atividades:

Atividades iniciais: (30 minutos)

• Apresentar o facilitador e o roteiro da oficina específica de Pesquisa;
• Apresentação breve dos participantes: nome, disciplina que leciona, tempo de magistério, experiência com o uso dos computadores e da Internet;
• Iniciar a atividade propondo uma breve discussão sobre o que se entende por “pesquisa na Internet”, apontando as dificuldades mais comuns dos alunos e dos professores diante de um universo gigantesco de possibilidades de informações desorganizadas e incertas, destacando
importância de ter:

    • Boas referências para pesquisar (sites confiáveis: portais de educação, como o EducaRede, sites de universidades, bibliotecas on-line, etc.);
    • Clareza sobre onde se pretende chegar com a pesquisa: o que pesquisar e para quê?
    • Uma boa metodologia de busca de informações;
    • Uma boa compreensão dos mecanismos de busca (buscadores, diretórios, buscas intrasites etc.).

Colher depoimentos breves sobre a experiência de cada um com as atividades de pesquisa na Internet:

    • Discutir a pesquisa na Internet enquanto uma habilidade (complexa) necessária ao professor para garantir que ele saiba como solicitá-la, conduzí-la e avaliá-la ao propor essa atividade aos alunos;
    • Discutir o “copy-paste” (copia e cola) e relacionar suas possíveis causas à complexidade da atividade de pesquisa (se é difícil para o professor, imagine como não será para os
      alunos);
    • Enfatizar a “semelhança” entre as pesquisas que podemos fazer na Internet e as pesquisas que fazemos nas bibliotecas (a Internet é apenas uma biblioteca maior, com materiais
      de qualidades variadas e facilidade de pesquisa eletrônica).

Atividade de pesquisa: (1h30)

Reprodução do Formulário de
Busca Orientada

• Distribuir o formulário de busca orientada;
• Definir um tema para a pesquisa. Se o grupo de educadores for grande, é recomendável que seja dividido em grupos menores e que cada um se encarregue de definir um tema para si.
• Como exemplo, vamos simular uma pesquisa a partir da seguinte situação-problema: “O professor deseja que os alunos façam uma pesquisa sobre o tema Aquecimento Global, na qual fique clara a relação entre o fenômeno e a emissão de CO2 na atmosfera. O resultado da pesquisa deve ser suficiente para que os alunos possam construir um texto resumido sobre o tema que contenha também figuras ilustrativas”.
  • Destacar a importância da formulação correta do problema de pesquisa para evitar resultados pouco relacionados aos objetivos propostos;
  • Criar a “expressão de busca”: “Aquecimento Global” & “emissão de CO2”.
  • Apontar os “meios e ferramentas de busca” e comentar cada um:

Portais educacionais e departamentos de universidades:

  • Prós:
    • Confiáveis;
    • Linguagem apropriada;
    • Material direcionado ao ensino;
    • Links confiáveis.
  • Contras:
    • Nem todos são gratuitos;
    • Nem todos são fáceis de pesquisar;
    • Nem todos possuem subsídios para o assunto pesquisado.

Sites relacionados ao tema (ONGs, pesquisadores, professores, interessados):

  • Prós:
    • Quase sempre são confiáveis;
    • Muitos trazem pesquisas sobre o tema;
    • o Links quase sempre confiáveis.
  • Contras:
    • Informações erradas ou deturpadas;
    • Nem todos são fáceis de pesquisar.

Diretórios de pesquisa (Yahoo, Google)

  • Prós:
    • Trazem informações categorizadas;
    • Quase sempre os links são pertinentes;
    • Quase sempre são confiáveis.
  • Contras:
    • Trazem muitos links;
    • Nem sempre permitem um refinamento correto da pesquisa;
    • em sempre estão atualizados (“links quebrados”).

Buscadores (Google, Yahoo etc.)

  • Prós:
    • Permitem buscas específicas;
    • São rápidos.
  • Contras:
    • Retornam um número muito grande de referências (links);
    • Muitas referências retornadas são irrelevantes;
    • As referências retornadas nem sempre são confiáveis.

Exploração do EducaRede

• Iniciaremos a atividade de pesquisa fazendo uma exploração breve no portal EducaRede e procurando identificar mecanismos úteis de obtenção de informações no próprio Portal. Para isso, começaremos com uma visão geral do Portal a partir dos “canais” (menu da esquerda na página principal).
• Faremos a busca no Portal EducaRede usando seu mecanismo de busca:

    • Iniciar pela expressão “Aquecimento global”;
    • Mostrar outro exemplo com a expressão de busca “Sala de Informática”;
    • Faremos nova busca no site do Greenpeace. Destacaremos agora o caráter “jornalístico” de muitas matérias e a dificuldade de localizar as informações relevantes;
    • Faremos nova busca no diretório do Yahoo. Destaque para os “links quebrados” e a não relevância de algumas referências;
    • Por último, usaremos o Google. Destaque para a quantidade de itens retornados e a necessidade de se saber “exatamente” o que devemos pesquisar.
    • Sugira o refinamento da busca a expressão entre aspas.
    • Enfim, vamos pesquisar imagens no próprio Google.

Finalização da oficina: (30 minutos)

• Roda de discussão sobre o percurso e os resultados da busca.

    • Quais problemas encontramos? Onde? Por quê?
    • É necessário ensinar nossos alunos a fazerem buscas na Internet?
    • Como o professor pode usar as buscas para aprimorar seu próprio conhecimento?
    • Como o professor deve orientar os trabalhos de pesquisa para que os alunos possam fazer buscas produtivas?

Referências de Internet




quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Nascimento do Blog

Hoje nasceu o blog do e-Vila para público em geral.
visite : www.evila.wordpress.com

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Estado de São Paulo - Link, 29/09/2008 - Rodrigo Martins


29/09/2008
Tecnologia também é política

Sinal dos tempos. Pela primeira vez em uma eleição para a Prefeitura de São Paulo, a tecnologia teve um papel protagonista nos programas eleitorais dos principais candidatos.

Líder nas pesquisas, Marta Suplicy (PT) prometeu conectar toda a cidade à internet sem fio. Foi a deixa para os demais candidatos bombardearem o eleitor com propostas hi-tech.

Para consolidar as diversas propostas, o Link convidou os seis principais candidatos a prefeito a apresentar suas idéias de governo eletrônico. E entrevistou especialistas para mostrar qual é a situação atual de São Paulo e outras prefeituras e quais são as prioridades.

Se você gosta de tecnologia, agora tem mais um elemento para decidir em quem votar.

Candidatos prometem de acessibilidade a matrícula

Como a tecnologia pode aproximar cidadão e Prefeitura? É possível, em uma metrópole como São Paulo, a internet ou mesmo o celular permitir às pessoas fugir de filas, ter resposta rápida para suas questões do dia-a-dia ou até participar ativamente do governo? O que deve mudar na Prefeitura para isso?

O Link entrevistou os seis principais candidatos a prefeito. Se o conjunto de propostas de todos fosse implementado, você, cidadão, marcaria consultas médicas e faria a matrícula de seu filho na escola pela web; teria um portal da Prefeitura fácil de usar, adaptado a deficientes e com todos os gastos públicos divulgados de forma transparente; abriria uma empresa e resolveria suas dívidas com o município a distância; e teria acesso à web sem fio em qualquer lugar da cidade.

Marta Suplicy (PT) promete informatizar e integrar todos os órgãos municipais. Uma das prioridades é criar um banco de dados com prontuários de todos os pacientes da rede de saúde. “A universalização do cartão SUS, contendo o histórico de cada paciente, permitirá que ele marque consultas pela internet e possa ser atendido em qualquer local da rede”, diz.

Outra prioridade, diz, é informatizar a fiscalização, o que “acabará com o talonário de multas, que pode dar margem a atos de corrupção”. Promete ainda melhorar a usabilidade do site da Prefeitura e ampliar a quantidade de serviços. “Um projeto de governança eletrônica deve estar atento à questão da transparência na gestão pública e preocupado em oferecer ferramentas que facilitem a participação popular e o acesso às novas tecnologias”, diz.

Geraldo Alckmin (PSDB) promete “transformar em meio eletrônico tudo aquilo que puder ser feito pela internet”. Diz que irá simplificar e revisar processos, serviços e negócios da Prefeitura e “automatizar o que for necessário”. Instalará o “padrão Poupatempo” para serviços aos cidadãos nas subprefeituras, onde será possível “realizar integralmente todos os serviços municipais”.

“O uso intensivo de tecnologia deverá ser aplicado em toda a administração, mas com cinco prioridades: abertura e fechamento de empresas, toda a área tributária, telemedicina, fiscalização e educação”, diz. Alckmin promete matrícula escolar e boletim pela internet, além de agendamento de consultas médicas por web e celular.

O atual prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) centra suas propostas em saúde, educação, acessibilidade e finanças. Na última, promete simplificar e ampliar o número de serviços online para as “obrigações tributárias do contribuinte”. Promete também ampliar os serviços no canal de atendimento online ao cidadão, o SAC, além de reformular o portal da Prefeitura e torná-lo acessível a deficientes.

Na educação e na saúde, Kassab aposta em portais na área. Ainda na saúde, promete a portabilidade do histórico dos pacientes por meio do cartão SUS. “O objetivo é que cada vez mais processos estejam disponíveis eletronicamente, os tempos de tramitação sejam reduzidos e os processos padronizados e transparentes.”

Paulo Maluf (PP) promete “fazer um levantamento de como está a situação e investir pesado para informatizar e interligar toda a Prefeitura”. “Como prioridade, pretendo informatizar totalmente as escolas, o acesso aos meios oficiais de lazer, diversão e saúde”, diz. Também promete utilizar tecnologia para desburocratizar os procedimentos municipais, mas diz que esses projetos ainda estão sendo elaborados por sua equipe. “Acho isso (a informatização) muito importante, pois com isso ganham a cidade e seus moradores e, mais importante, combate-se a corrupção.”

Vereadora e candidata à Prefeitura, Soninha Francine (PPS) planeja implementar totens com PCs em toda a cidade para o acesso a serviços da Prefeitura e informações turísticas. “O Bilhete Único do ônibus será usado nos totens para o cidadão ser identificado e fazer transações.”

Soninha promete também simplificar o portal da Prefeitura; permitir consultas aos itinerários de ônibus pelo celular; instituir a matrícula online nas escolas e simplificar o processo de abertura de empresas e de agendamento na rede de saúde. “Hoje a pessoa não consegue ir ao posto e saber, na hora, quando será marcada a sua consulta. Quero resolver isso e, depois, permitir o agendamento de consultas pela web.”

Já Ivan Valente (PSOL) defende que, antes de pensar em serviços eletrônicos, é preciso universalizar a web (veja na pág. L9). “Se tivéssemos o serviço de agendamento de consultas, por exemplo, quem já acessa a internet será beneficiado. E o mais pobre – que não acessa – terá de chegar às 5 da manhã no posto. Isso não é democratizar.”

Valente defende, num primeiro momento, que a Prefeitura aposte na internet para prestar contas e fazer pregão eletrônico. “Daria uma transparência ao serviço que hoje está ligado a decisões políticas.”

Transparência é compromisso

Eleitor, atenção: não esqueça de cobrar transparência do próximo prefeito de São Paulo. Todos os candidatos se comprometem a disponibilizar, na web, como o dinheiro público é gasto.

A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) promete publicar as informações de forma clara. “Os dados devem ser disponibilizados de forma que a população entenda, possa acompanhar, fiscalizar e cobrar providências.”

Geraldo Alckmin (PSDB) promete publicar na internet todos os projetos, com suas formas de realização, custos e resultados. E de forma clara. “Poucos conhecem a linguagem orçamentária e financeira usada pela administração pública.”

O prefeito Gilberto Kassab (DEM), por sua vez, planeja inaugurar um portal de saúde com informações sobre infra-estrutura e produção da área. “Estudaremos a expansão dos portais de transparência para outras secretarias.”

Paulo Maluf (PP) diz que ainda estuda projetos. “A idéia básica é que todos os órgãos da administração sejam passíveis de fiscalização através da internet.”

Soninha Francine (PPS) também defende dados mais claros e completos. “Os gastos da Prefeitura estão online, mas são difíceis de entender. Mas há contratos e metas da Prefeitura que não estão hoje.”

Para Ivan Valente (PSOL), a transparência é prioridade. “Se eleito, vou publicar todas as informações da Prefeitura. É um direito do cidadão para que faça o controle social da administração.”

De graça ou pago, todos planejam conectar a cidade

Conexão à internet se tornou “a” estrela desta campanha municipal em São Paulo. No que depender das propostas dos candidatos – e se elas realmente forem cumpridas depois das eleições – será possível, pelo menos, navegar de graça pelo notebook no Parque do Ibirapuera. Todos os seis principais prefeituráveis têm projetos para a área, seja pago ou gratuito e com fio ou sem fio.

A proposta de maior repercussão (e que gerou mais polêmicas) foi a de Marta Suplicy (PT). Ela promete levar internet Wi-Fi para todos os cantos da cidade, da mesma forma como hoje é feito em pequenas cidades brasileiras, como Sud Menucci, no interior do Estado, ou Piraí, no Rio.

“Devemos olhar para o futuro e transformar São Paulo em uma cidade digital. Projetos do governo federal, como o Computador Para Todos e a isenção de impostos, facilitaram a compra de computadores para as classes C e D. Isso mudou o cenário da exclusão digital em cidades como São Paulo e criou novas demandas. Muitas famílias que já conseguiram adquirir computador ainda enfrentam dificuldades para se conectarem à internet, devido ao alto custo do serviço”, opina Marta.

O projeto da candidata prevê instalar 3 mil pontos de acesso Wi-Fi na cidade, o que consumiria R$ 64,4 milhões. “A idéia é começarmos pelos prédios públicos (escolas, bibliotecas, telecentros etc.), formando ilhas de acesso digital em parceria com a iniciativa privada”, explica ela. As redes Wi-Fi são mais facilmente acessadas de notebooks, que já vêm com a tecnologia sem fio, mas desktops podem ser adaptados para se conectar à internet sem fio.

O projeto recebe críticas de outros candidatos, principalmente com relação à segurança. “É um projeto que precisa ser feito com muito cuidado, seja pelas questões técnicas e de segurança de dados envolvidas, como do ponto de vista de custos”, explica o prefeito e candidato Gilberto Kassab (DEM).

Kassab diz que a Prefeitura já faz testes para conexões sem fio: “Numa cidade como São Paulo esse tipo de projeto é particularmente complicado por uma série de razões, entre elas, os pontos de sombreamento, provocados pelo excessivo número de edifícios, que dificultam a transmissão do sinal. Por isso há que se medir custos e benefícios.”

O prefeito promete, em um segundo mandato, disponibilizar conexão sem fio Wi-Fi em locais administrados pela Prefeitura, como parques e bibliotecas. “Nossa prioridade continua sendo os telecentros, que são um projeto muito mais amplo do que o acesso à rede sem fio”, afirma (veja mais ao lado).

Já o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) propõe levar internet sem fio gratuita apenas para áreas carentes da cidade, em áreas de administração da Prefeitura, como parques e telecentros, no entorno das escolas e para projetos de desenvolvimento. No restante da cidade, a proposta é cobrar uma “tarifa social” de entre R$ 12 e R$ 15 mensais para um acesso de 256 kilobits por segundo (Kbps).

“Vamos dotar a cidade de infra-estrutura digital, garantindo o acesso universal à internet em banda larga”, compromete-se Alckmin. A justificativa para não disponibilizar a internet grátis para todos é o custo. “Não faz sentido levar conexão gratuita onde já há infra-estrutura e as pessoas podem pagar. Para essas áreas, já estamos conversando com empresas de banda larga para fazer parcerias e disponibilizar a ‘tarifa social’”, explica um dos coordenadores da campanha, o deputado federal Julio Semeghini (PSDB-SP).

Para aumentar a segurança onde houver rede sem fio, a proposta de Alckmin é que cada cidadão tenha uma senha de acesso.

O candidato Paulo Maluf (PP), coloca o pé no freio. Diz que “é um assunto muito complexo para uma cidade do tamanho de São Paulo. A idéia é disponibilizar a internet sem fio aos poucos, dando prioridade às áreas sem recursos”.

Soninha Francine (PPS) diz que a conexão à internet é “um direito fundamental”, mas é preciso estudar os custos da implementação. Segundo ela, a periferia teria prioridade. “Não preciso garantir Wi-Fi grátis nos Jardins. Mas, em Paraisópolis, Heliópolis e Brasilândia, sim.”

A candidata também tem projetos de instalar conexão sem fio em locais administrados pela Prefeitura, como parques e bibliotecas. “Hoje já é possível comprar um notebook por R$ 999 em 12 vezes. Tem de ter conexão no Centro Cultural São Paulo, na Biblioteca Mário de Andrade, na Centro de Juventude da Cachoeirinha.”

Ivan Valente (PSOL), como Marta Suplicy, também planeja levar internet sem fio gratuita para toda a cidade. “Isso pode causar problemas com o monopólio das empresas de telecomunicações, que podem querer comprar briga. Mas uma Prefeitura com um orçamento anual de R$ 25 bilhões tem poder político para enfrentar o monopólio.”

Telecentros devem continuar

E os telecentros? Como irão ficar agora que os candidatos apostam em conexão para o PC do cidadão? Os seis prometem continuar a investir nesses centros.

Marta Suplicy (PT) planeja ampliar a rede de telecentros para quem ainda não tem PC. Mas esses pontos terão outro perfil, diz. “Devem oferecer mais que uso livre e cursos de informática básica. É preciso ter novas possibilidades de capacitação e expressão cultural.”

O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) promete dobrar o número de telecentros – hoje são 283 – e abrir os laboratórios de informática das escolas para a comunidade. “Uma das vantagens dos telecentros é reunir os jovens da comunidade em um mesmo espaço.”

Para o prefeito e candidato Gilberto Kassab (DEM), os telecentros ainda são prioridade. Ele promete ampliar a rede para 600 pontos. “Nos telecentros, a população tem acesso a cursos de informática gratuitos, a oficinas de preparação para o mundo do trabalho e até mesmo ao computador, coisa que a maioria da população ainda não tem.”

Paulo Maluf (PP) promete mais telecentros em toda a cidade. “(Mas) ainda não tenho detalhes.”

Soninha Francine (PPS) planeja abrir pontos 24 horas, mas prevê que o modelo esteja se esgotando. “Há lan houses por R$ 1 em todos os cantos. Talvez daqui a algum tempo não precise mais criar.”

Já Ivan Valente (PSOL) planeja triplicar a rede. “Hoje, são poucos para uma demanda enorme na periferia.”

Saúde e educação devem ser prioridade

O próximo prefeito de São Paulo terá a missão de avançar, e muito, na relação eletrônica entre a Prefeitura e o cidadão. Segundo especialistas ouvidos pelo Link, até agora o município apenas engatinha no sentido de desburocratizar os serviços, resolver questões a distância e dar maior transparência a suas ações. As prioridades, dizem, deveriam ser nas áreas de saúde, educação e empresas.

Uma pesquisa de 2007 da Secretaria Estadual de Gestão apontou a cidade como a mais desenvolvida do Estado em governo eletrônico. Só que, ao mesmo tempo, deu uma nota de 3,58, em uma escala de 0 a 10, aos seus serviços prestados via web. “E não mudou muita coisa. A nota continua valendo”, diz o responsável pelo estudo, o presidente do Instituto de Estudos de Governo Eletrônico, Norberto Torres.

A pesquisa comparou a quantidade e a qualidade dos serviços prestados com o de cidades como Nova York e Seul. “No site da cidade de São Paulo, há mais páginas estáticas, com informações sobre serviços, do que serviços propriamente ditos. É pouca coisa que se consegue realizar online.”

A secretária de Gestão do município, Malde Vilas Bôas, questiona os critérios para a nota. “A pesquisa não levou em conta os processos internos da Prefeitura, só o site”, reclama. “No governo eletrônico, o portal é importante, mas, mais do que isso, é a infra-estrutura tecnológica e a integração de informações que permite disponibilizar esses serviços.”

De acordo com Malde, a gestão atual implementou um padrão de políticas de tecnologia, definindo como os órgãos municipais devem atuar em serviços eletrônicos ao cidadão, e completou a informatização de “100% dos órgãos municipais”, interligando as informações de toda a Prefeitura em um ambiente único. “Organizamos a Prefeitura do lado de dentro para que possa disponibilizar serviços ao público.”

Para Tânia Tonhati, que pesquisou os serviços online da Prefeitura entre 2001 e 2006 e defendeu sua tese de Mestrado na Universidade Federal de São Carlos em 2007, é preciso acelerar a disponibilização de serviços. “São muito poucos hoje. As áreas de educação e saúde deveriam ser as prioridades”, diz. Segundo ela, permitir que se marque consultas médicas e se faça matrícula na rede de ensino pela web, além de diminuir as filas, possibilitaria à cidade um maior controle das vagas na saúde e na educação.

“E não precisa ser só pela internet. Pode ser pelo celular também, que está muito mais presente na vida das pessoas do que o computador”, diz o presidente do Instituto Congresso de Informática Pública (Conip), Vagner Diniz. “O usuário poderia enviar um torpedo SMS solicitando a consulta e receber de volta o horário.”

Na educação, diz a secretária Malde, está quase pronto um sistema para matrículas e acompanhamento do aluno pela internet. Já na saúde, para chegar ao agendamento online, é preciso antes que o sistema informatizado esteja mais maduro. Hoje, os agendamentos são feitos presencialmente, e o usuário não consegue saber na hora quando terá uma vaga. “Quando isso estiver resolvido, aí será possível o agendamento pela web.”

Outra prioridade defendida por especialistas é a simplificação e digitalização do processo de abertura de empresas. “É preciso uma articulação entre os poderes municipal, estadual e federal”, diz Diniz, do Conip (veja ao lado)

. Hoje, já se pode, em alguns bairros da cidade, obter a autorização para funcionamento (alvará) pela internet. Marisa Crovador,de 46 anos, dona de uma escola de inglês na Mooca, esperou dez anos e só conseguiu agora, pela web. “Corria o risco de ser fechada.”


Outro ponto necessário é tornar os serviços mais fáceis de usar, afirma o coordenador do movimento Nossa São Paulo Maurício Bronizi. “É preciso melhorar profundamente o site. Há serviços que demandam o acesso de seis, sete páginas para serem encontrados.”

Disseminar o uso de serviços eletrônicos entre a entre a população ainda é um desafio

Se os serviços eletrônicos da Prefeitura precisam melhorar, seu uso pelos cidadãos, também. “O acesso à internet na cidade não é a questão principal. Se a pessoa está estimulada a usar e não tem em casa, vai a um telecentro ou lan house, que custa de R$ 1 ou R$ 2 por hora”, diz a pesquisadora Tânia Tonhati, que, para a sua tese de mestrado sobre o uso de serviços online na Prefeitura de São Paulo, acompanhou o dia-a-dia de três telecentros.

“As pessoas não sabiam que os serviços existiam. Nos telecentros, havia muitos jovens desempregados. Eles ficavam no MSN e no Orkut e não sabiam que poderiam se informar sobre como tirar uma carteira de trabalho, por exemplo.”

A questão não é só em São Paulo. A pesquisadora da Universidade Federal da Bahia, Helena Pereira da Silva, fez um projeto semelhante em Salvador. “Muitos não estão acostumados a buscar o governo pela internet. Não sabem, por exemplo, que é possível fazer a declaração de isenção do imposto de renda e vão buscar postos físicos, pegando filas.”

Segundo pesquisa do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Cetic.br), quanto maior a renda mais propenso o cidadão está a acessar serviços de governo. Em todo o Brasil, 81% dos indivíduos da classe A usam. Já na classe D e E, apenas 7%.

No estudo, a justificativa de quem não usa o serviço não é a dificuldade de acesso (13%), mas a preferência pelo contato pessoal (49%). Outros responderam que se preocupam com a proteção de seus dados (15%) e que usar a web para falar com o governo é muito difícil (13%).

Para Tânia, a Prefeitura deveria informar a população. “Os próprios telecentros poderiam ensinar as pessoas a usar os serviços. Nas escolas, os professores poderiam esclarecer os alunos. Depois, eles ensinariam os pais.

O Link foi conferir se a população ainda busca postos físicos para serviços que já estão online. Fomos ao Departamento Fiscal da Secretaria dos Negócios Jurídicos da Prefeitura, no centro, que oferece atendimento para IPTU, um dos serviços mais abundantes no site da Prefeitura.

Não havia filas. O taxista Roberto Max, de 48 anos, por exemplo, estava lá para parcelar o IPTU. Se ele gostaria do serviço via web? “Não tenho familiaridade com a rede. Se fosse tudo online, teria dificuldades. Prefiro vir aqui.”

O contador Raimundo Alves, de 38 anos, também estava lá para parcelar o IPTU. “As pessoas me pagam para fugir da burocracia. Venho aqui pelo menos três vezes por semana. Não confio muito nos serviços da internet.”

Já a advogada Tatiane Regina de Moraes, de 26 anos, consultou o site da Prefeitura, mas descobriu que a emissão de sua certidão negativa não poderia ser feita online. “Seria maravilhoso se desse para fazer tudo pela internet.”


É possível instalar internet sem fio grátis em toda SP?

Será que acessar a internet a partir de qualquer ponto de São Paulo, sem fio e gratuitamente, é mais uma daquelas propostas de campanha impossíveis de realizar? Segundo a maioria dos especialistas ouvidos pelo Link, a resposta é não. Tecnicamente, dá para ser feito.

O projeto ganhou os holofotes nesta campanha por conta da promessa da candidata Marta Suplicy (PT) de instalar 3 mil pontos de Wi-Fi ao custo de R$ 64,4 milhões. Os outros principais candidatos também fazem promessas similares.

A idéia não parece absurda para quem já executou empreitadas similares em cidades do interior do Brasil, como Piraí, no Rio de Janeiro. “É possível”, garante Franklin Dias Coelho, pesquisador da Universidade Federal Fluminense e responsável pelo projeto Piraí Digital.

Apesar da população de 23 mil habitantes ser centenas de vezes inferior à de São Paulo, e da paisagem do pequeno município não contar com amontoados de edifícios, Piraí pode servir como medida de comparação, segundo o pesquisador.
“Em São Paulo é necessário uma rede mais complexa, mas é possível aproveitar a estrutura dos prédios para instalar os pontos de Wi-Fi”, diz Coelho.

Segundo Franklin, o sistema de transmissão de internet é comparável ao de distribuição de água. “Construímos um grande duto de conectividade que passa pelo meio da cidade. A partir dele, espalhamos pequenos veios que alimentam os bairros.” Em Piraí, o custo foi de R$ 900 mil.

Leonardo Mendes, pesquisador da Unicamp e responsável pelo projeto de cidade digital do município de Pedreira (interior de São Paulo), concorda que a proposta é viável, mas afirma que, com o orçamento de R$ 64,4 milhões sugerido por Marta, seria possível cobrir cerca de 50% da capital, segundo dados utilizados em Pedreira.

“No modelo que utilizamos, o valor por habitante fica entre R$ 12 e R$ 16. Mas vale lembrar que São Paulo possui características diferentes. Só um estudo aprofundado daria números exatos”, explica Mendes.
No Brasil, já há um exemplo de grande cidade que está construindo sua “bolha de conexão”.

Belo Horizonte (MG), com 2,5 milhões de habitantes, deve inaugurar no fim de outubro uma rede sem fio que cobrirá toda a cidade. Só que a rede não estará aberta aos internautas em todos os lugares para “não competir com as concessionárias de banda larga”.

A tecnologia usada será WiMAX, que permite enviar o sinal por quilômetros, mas que não pode ser captada pela maioria dos desktops e notebooks da atual geração. Em 300 órgãos municipais, oito praças e uma favela, o sinal será convertido para WiMesh (tecnologia semelhante ao Wi-Fi). Daí sim será possível captar o sinal. “O projeto custará R$ 5 milhões”, explica Pedro Ernesto, presidente da Prodabel, órgão municipal de tecnologia que implementa o projeto.

A conexão já está aberta experimentalmente, embora haja apenas cerca de 800 usuários até agora. Maysa de Castro, de 30 anos, que mantém um blog sobre tecnologia (www.maysadecastro.com.br), é uma delas. “A velocidade da conexão é bem satisfatória”, garante.


Segundo Diniz, a experiência de Belo Horizonte poderia ser replicada em São Paulo. “Mesmo em áreas com pr
édios, a antena de WiMAX irradia o sinal por 8 quilômetros. Já o WiMesh, em áreas abertas como periferias, alcança até 200 metros. Em regiões mais densas, com prédios e árvores, há mais interferência.”


A Prefeitura de São Paulo afirma que faz testes há um ano com a tecnologia WiMAX. “Ainda não chegamos a conclusões com relação à transmissão, segurança da conexão e qual público irá atender”, explica João Octaviano Machado Neto, presidente da Prodam, órgão municipal de tecnologia.

Ele diz que, “pelas normas internacionais”, seria necessário instalar 30 mil antenas Wi-Fi para levar à população esse sinal transmitido via WiMAX. Em teste, estão previstas conexões no parque do Ibirapuera e no Centro Cultural São Paulo.

WiMAX é alternativa ao Wi-Fi

O Wi-Fi não é a única resposta para a internet gratuita em São Paulo. Apesar de ser a tecnologia de acesso sem fio mais disseminada, há opções para um sistema público de grandes proporções.“A proximidade dos prédios torna mais fácil o uso de um modelo baseado em cabeamento, por exemplo. Mas, por outro lado, ela dificulta a propagação de sinais transmitidos via rádio”, diz Leonardo Mendes, pesquisador da Unicamp.

Além da questão geográfica, o Wi-Fi esbarra em outros problemas. Um sistema aberto, sem codificação, permite que invasores tenham fácil acesso aos dados transmitidos. Consultar contas bancárias ou trocar informações sigilosas em redes desse tipo é uma prática bastante arriscada.

Por esse motivo, outros serviços de internet paga dificilmente perderiam seu espaço. Quem precisa de uma conexão robusta, segura e muito veloz, não poderia depender do sistema público.

Questionada se a implementação de uma rede gratuita afetaria a estratégia de vendas de seus pacotes 3G, a assessoria da operadora Vivo disse que “a empresa acredita que qualquer meio de popularizar o acesso à internet é benéfico e não altera as estratégias de venda”.

O uso do WiMAX – uma variação de internet sem fio de maior alcance e velocidade – é outra alternativa aos problemas do Wi-Fi. Apesar dos computadores de hoje ainda não estarem adaptados à tecnologia, o pesquisador Franklin Coelho, do projeto Piraí Digital, apresenta uma solução possível.


“Dá para utilizar o WiMAX para fornecer o veio principal de conexão. Os custos seriam menores, já que seu sinal possui maior alcance. A partir dele, seria possível puxar ramificações com tecnologia Wi-Fi, já que a maioria dos computadores (principalmente notebooks) já vêm adaptados a ela.”

Petrópolis, a ‘mais conectada’, tem quiosques com web na rua

Petrópolis é uma “cidade média”, como a definem seus moradores. Com 330 mil habitantes, o município serrano do Rio de Janeiro fundado por D. Pedro II descobriu nos serviços virtuais ao cidadão uma forma de desburocratizar, acabar com filas e facilitar a entrada dos cidadãos no mercado de trabalho. Segundo estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), a prefeitura local é a que possui o governo eletrônico mais desenvolvido do País.

Quem chega à cidade e pára no centro, logo já percebe que há alguma coisa diferente. Na Praça D. Pedro, a mais conhecida, um quiosque – muito parecido com uma guarita de segurança – guarda um terminal de internet conectado a uma impressora.

Iguais a ele, existem outros 14, onde a população pode interagir de graça com prefeitura pela web.

Desde 2001, quando recebeu um financiamento do BNDES de 3,5 milhões, a prefeitura da cidade busca levar seus serviços para a internet. “As coisas foram acontecendo. Quando assumi a prefeitura, a tecnologia estava desatualizada. E aí começamos a investir e a ter ter mais controle sobre os gastos, entramos na internet...”, diz o prefeito, Rubens Bontempo (PSB-RJ).

O primeiro serviço online foi em 2002. Ele permitia a empresários fazer, pela internet, a consulta prévia, necessária para saber se uma empresa pode ser instalada em determinado endereço. Hoje, ao contrário da maioria das cidades – onde pode levar meses –, é possível conseguir o alvará de funcionamento em 24 horas para atividades sem risco. O pedido é feito pela internet.

“Essa rapidez ajuda, fica mais fácil de trabalhar. Você não precisa cancelar seus planos de investimento pela falta de um documento”, afirma o proprietário da rede de supermercados local Celma, Gustavo Rodrigues, de 32 anos. Ele também utiliza outro serviço da prefeitura pela internet, o balcão de emprego municipal. “Cerca de 80% dos meus funcionários são do balcão.”

O repositor Diego de Souza Ribeiro, de 25 anos, foi um dos contratados. Ele nem sabia que seu currículo iria cair na internet. “Entreguei o currículo na secretaria de trabalho (a responsável pelo serviço também aceita currículos em papel) e eles me cadastraram. O serviço é bom, tem várias oportunidades.”

Para o balcão virtual ter oportunidades, foi feito um acordo com as empresas locais que ganham incentivos fiscais. “Essas empresas, em contrapartida, precisam contratar um número determinado de funcionários na cidade. E eles saem do balcão”, explica a secretária de Planejamento, Maria Cristina Franca Melo.

Além de empresários e cidadãos que estão à procura de emprego, pais de alunos que querem matricular seus filhos na rede municipal de ensino vão ao site da prefeitura para dar entrada no processo (a pré-matrícula). Depois, o resultado com o nome da escola na qual a criança irá estudar é divulgada na internet e, só aí, os pais tem de ir pessoalmente à escola para levar a documentação de matrícula.

Segundo a secretária de educação Samara Brito, além de evitar filas, o processo informatizado permite à prefeitura conhecer melhor a demanda para ajudar na distribuição das vagas. “Também temos um serviço de pré-matrícula pelo telefone. Mas a internet é mais usada.”

‘Governos devem ouvir cidadão antes’

É preciso ensinar as pessoas, conectá-las e ouvir o que elas querem. Responsável pela divisão de Desenvolvimento em Administração Pública da Organização das Nações Unidas (ONU), Haiyan Qian, articula e cobra políticas de governo eletrônico de países do mundo todo. Em entrevista ao Link, ela diz que o Brasil precisa melhorar a inclusão digital e ensinar as pessoas a usarem os serviços públicos na web.

No início do ano, o novo ranking da ONU de governo eletrônico colocou o Brasil em 45º, 12 posições abaixo do anterior, de 2005. Por quê?

É importante salientar que a nosso estudo é com relação aos serviços prestados ao cidadão pela internet e só analisamos os sites dos governos federais. O Brasil é um dos principais na área.

Mas, além do site em si, levamos também em conta a infra-estrutura de acesso e a inclusão digital. Há duas razões para o País ter caído: primeiro, vocês se desenvolveram, mas os outros países foram mais rápidos; segundo, o problema do Brasil é a infra-estrutura e a inclusão digital.

A falta de acesso é o maior desafio do Brasil em governo eletrônico?

Sim. É preciso acabar com a divisão digital. Fazer com que toda a população, mesmo em lugares remotos, tenha celular. O governo eletrônico pode ser pelo telefone. Hoje, os serviços são muito para a internet. Se não tiver, não acessa. Pelo celular, resolveríamos a questão das áreas muito remotas ou pobres.

A internet pelo celular, porém, é cara no Brasil.

Sempre pedimos aos governos para reduzir o preço da conexão. Notamos que, quanto menos desenvolvido é o país, mais caro o acesso é. Quanto mais avançado, mais barato. Não é certo nem justo.

Por que o governo eletrônico é importante?

Há muitas razões: uma delas é aumentar a eficiência. Quando você tem um serviço online, economiza muito tempo. Depois, ganha em transparência, pois muitas coisas ficam claras para o cidadão. Se as pessoas tiverem acesso à rede e usarem os serviços, o “e-gov” aumenta a transparência.

Sabemos que licitações são coisas que podem trazer corrupção. Mas quando você coloca isso online, mostra quem ganhou, como foi, quem avaliou e por que determinada empresa foi escolhida, todo esse processo pode ser monitorado pelos cidadãos. Isso acarreta uma mudança de atitude por parte do governo e a forma como ele faz negócios com recursos públicos. O governo eletrônico ajuda tanto a melhorar o governo quanto a confiança entre o governo e os cidadãos.

Aqui no Brasil, as grandes cidades têm centros públicos de acesso gratuitos e lan houses que custam entre R$ 1 e R$ 2 a hora. Por mais que tenham acesso à internet, muitas pessoas não utilizam e não sabem o que é governo eletrônico. Como resolver esse problema?

Discutimos isso na ONU. Você não pode só lançar um site. Mais do que isso, precisa ensinar os cidadãos.

Primeiro você tem de apresentar o serviço à população, depois ensiná-la a usá-lo e, por fim, perguntar o que estão achando dele. Mais importante ainda é que, antes ainda de colocar esse serviço no ar, os cidadãos sejam devidamente consultados: o que vocês querem?

Devem estar disponíveis todos os serviços que os cidadãos precisarem. Muitos países não perguntam antes. Por causa disso, o uso de governo eletrônico hoje é muito baixo e vemos cerca de 50% dos projetos falharem.









quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Projeto Social e-Vila

INSTITUTO e-VILA DE FORMAÇÃO E INCLUSÃO PROFISSIONAL.

Missão
Fornecer condições para que os jovens em situação de vulnerabilidade social, que visam seu primeiro emprego, possam competir dignamente no mercado de trabalho.


Visão
Todo mundo pode mudar o mundo, mesmo que seja com um clique.


Valores
• Ética nas ações;
• Transparência nos processos;
• Foco no sucesso;
• Excelência nos serviços;
• Respeito pelo próximo.



Sobre a marca.







O e-Vila lembra uma rede de relacionamentos eletrônico, veja que o "e" é para enfatizar exatamente isto, ou seja aonde você estiver, na hora que desejar. A Vila lembra convivência, além de lembrar conveniência. Todos os envolvidos no projeto (Voluntários, funcionários, patrocionadores, financiadores, alunos, etc.) terem todos os recursos neste lugar para conseguir atingir seus objetivos.
O logotipo foi criado por Luiz Vendramini, proprietário e diretor de criaçda Law Comunicações e Voluntário deste Projeto Social. É um logo que expressa tudo que o e-Vila visa, ou seja você enxerga a união, a rede de relacionamentos, ligados na estrutura do e-Vila.
É a flor que se desfolha, é uma boa lição de alta caridade: dir-se-ia que ela se despe do que é seu, que ela toda se dá à terra, para que o chão a seus pés, pense que também é capaz de florir. E que realmente floresça.
É a idéia de disseminação de conhecimento, e/ou de que após o aluno absorver conhecimento ele está pronto para "voar" para o mercado.









Como nasceu o e-Vila.

O e-Vila nasceu através do projeto Vila Byte da Associação Morumbi de Integração Social, que visualizava um curso mais efetivo para a capacitação profissional, na qual o Paulo Matsuyama iniciou trabalho de voluntário para a reestruturação do programa.
Assim, principalmente devido a diferença de foco, pois o e-Vila visava a multiplicidade do projeto, e o Vila Byte a capacitação profissional dos jovens da região que atua, foi decidido separar os trabalhos.
Assim o e-Vila, à partir de 12 de Setembro de 2008 passou a não ter nenhum vínculo com a Associação Morumbi de Integração Social, e começou a trabalhar para a criação de seu programa de capacitação, que terá como primeira franquia social o Vila Byte, que está apoiando totalmente a nova ONG.
A ligação entre o Vila Byte e o e-Vila é tão saudável, que tanto o André Moreira presidente do Vila Byte, como a voluntária Maria Amélia Gurgel, irão atuar no e-Vila.
Assim o André continua o presidente do Vila byte, e atua na diretoria do e-Vila. E o Paulo Matsuyama começa a atuar como presidente do e-Vila, e como voluntário do Vila Byte. Além da sinergia de esforços, não sobrecarrega ambos, e também não tira o foco de cada projeto. Junta-se a equipe como diretor do e-Vila, Elieser Salles, que atuava como voluntário do Vila Byte.


Quem somos?

Somos uma ONG, que por definição é sem fins lucrativos, que visa fornecer o melhor curso de capacitação profissional;
Temos como objetivo, um trabalho de interesse público, que é administrar a implementação de projetos sociais, para capacitação profissional de forma organizada e padronizada;
Oferecemos todas as oportunidades para que o aluno possa competir com dignidade no mercado de trabalho;
Trabalhamos para fornecer diferenciais para que o aluno formado no curso, de forma que facilite o seu ingresso no mercado de trabalho;
Os grandes diferenciais do programa são aliar a teoria com a prática, e o aluno quando estiver fazendo um trabalho e tiver dúvidas, ter um canal para saná-las.
Apesar de uma ONG, sem fins lucrativos, estamos implementando todos os controles que uma empresa comercial utiliza como melhores práticas, inclusive e principalmente na transparência e explicações de seu balanço patrimonial.


Metodologia
Fornecer todas as oportunidades para o aluno em situação de vulnerabilidade social conseguir ter conhecimento para sua capacitação profissional, focado em multiplicidade a baixo custo, baseado em voluntário virtual, alianças, e otimização de recursos.

Pense no seu método de aprendizagem para qualquer assunto, alguém explica o conceito para você, mostra as ferramentas, fala do processo, e quando você vai fazer aí que realmente surgem as dúvidas, então ele pode perguntar para os voluntários virtuais que responderão as suas dúvidas, agilizando o seu aprendizado, e muito melhor, com o conteúdo dos melhores profissionais do mercado.


























O Curso

Iremos oferecer inicialmente os seguintes cursos:

Auxiliar Administrativo: Para atuação geral em serviços que necessitem de conhecimento em Microsoft Office e das rotinas contábil, administrativo, financeiro, comercial e recursos humanos.

Designer Gráfico Jr: Como conhecimentos nas ferramentas gráficas como: Photoshop, Coredraw, Fireworks, Dreamweaver e Flash, com capacitação para construção de web sites e portfólios digitais.

Técnico Informática Jr: Como conhecimentos em softwares de manutenção e hardware para manutenção geral de computadores.

Telemarketing: Com conhecimentos no pacote office e nas rotinas de um telemarketing.













Duração do Curso
O curso está focado em 11 meses, e corresponde a 250 horas no total.
Para se ter uma idéia, o Sistema S (Senac, Senai, Sesc, etc.) alteraram seus cursos, agora a carga miníma dos cursos é de 800 a 1200 horas para os cursos, e ciraram vínculo entre as formações profissional e escolar, ou seja, quem estiver fora do ensino básico não pode mais frequentar as aulas de instituições do Sistema S.



Multiplicidade

Muito mais do que multiplicidade, é otimizarmos os recursos. Ou seja, todo a base do voluntariado estar centralizado em um lugar só. Além de toda a burocracia, controles, formas de gerenciamento, ao invés de cada um ter que aprender, já estar disponibilizado e estabilizado agilizando a implementação para capacitação destes jovens em situação de vulnerabilidade social. A multiplicidade está baseada na franquia social.










Como se tornar um franqueado social e-Vila?

  • Não pode ser cobrado nenhum centavo do aluno;
  • Deverá seguir todas as normas e procedimentos do e-Vila;
  • Seu CNPJ deverá ser de projeto social, enquadrado em código nacional de atividade econômica, sob os números 9430-8/00 ou 9499-5/00;
  • Horário de funcionamento: das 08:00hs as 21:00hs (última aula às 20hs)
  • Não pode haver qualquer distinção, exclusão ou preferência feita com base em raça, cor, sexo, religião, opinião politica e nacionalidade;
  • Atender pessoas com renda familiar inferior ou igual a 3 salários minímos;
  • O aluno deve estar cursando o ensino médio ou fundamental.